O termo resistência insulínica se refere a uma reduzida sensibilidade tecidual à ação da insulina. As células não respondem adequadamente ao estímulo da insulina e isso leva a diversas consequências.

A insulina é um hormônio produzido no pâncreas e que tem funções de síntese, ou seja, de produção. A insulina é responsável por controlar nossos níveis de açúcar no sangue e é ativada quando estes níveis estão aumentados e quando os níveis de aminoácidos também estão. Os efeitos metabólicos da insulina são: aumento da captação da glicose (glicose do sangue para dentro das células), aumento na síntese de proteínas, ácidos graxos (gorduras), glicogênio (armazenamento de carboidrato) e bloqueio da quebra de gordura e de proteínas.

Para entendermos melhor, a insulina é responsável por se ligar a um receptor específico na membrana das células para que a glicose que está fora consiga entrar.

Na resistência à insulina a glicose não consegue entrar para as células e fica na corrente sanguínea. Muito se tem falado sobre as causas desta resistência e dentre elas estão o aumento da inflamação (produção de citocinas inflamatórias que levam a uma alteração conformacional das células, aumento do hormônio do estresse, dentre outros inúmeros fatores que serão postados no blog em breve), aumento das espécies reativas de oxigênio (radicais livres), ácidos graxos saturados e trans provenientes da alimentação, deficiência de alguns minerais e vitaminas, obesidade, acúmulo de gordura abdominal e defeitos genéticos que são os casos mais raros.

As consequências desta alteração são inúmeras, dentre elas:

Possível aparecimento de diabetes pela alta produção de insulina em resposta a baixa ação nas células e com super saturação da produção no pâncreas;

Aparecimento da Síndrome do Ovário Policístico, uma doença que vem acometendo muitas mulheres. O excesso de insulina produzido parece estar envolvido com o aumento do LH, hormônio que leva ao aumento do tamanho do ovário, que gera a uma elevada produção de andrógenos ocasionando uma diminuição na captação de glicose e levando a resistência insulínica caracterizando o ciclo vicioso. Esta Síndrome acarreta ao aumento de peso, aparecimento de acnes, queda de cabelo, mudança de humor, dificuldade de perda de peso, alteração dos níveis de gordura no sangue, aumento de pêlos, engrossamento da voz, dentre outros;

Aumento na produção de gorduras no hepatócito(células do fígado) podendo levar a uma esteatose hepática não alcoólica;

Dificuldade em perda de peso, aumento de peso, alterações nas concentrações de gordura no sangue, aumento do hormônio do estresse, o cortisol, aumento da gordura abdominal, e outros.

O diagnóstico desta resistência é baseado na interpretação de exames de sangue para verificar a glicemia e insulina. Sinais, sintomas e doenças também são meios de diagnóstico.

 

Veja aqui o Programa de Melhora de Doenças, Sinais e Sintomas.

 

* Texto exclusivo do site Ana Paula Fidélis – Nutricionista em BH